HISTÓRIA | VOLUNTÁRIOS DA PÁTRIA: HISTÓRIA, POLÍTICA E UM SÍMBOLO DO MULTICULTURALISMO
- Diretório Monárquico do Brasil

- 13 de set. de 2025
- 2 min de leitura
Por: Diretório Monárquico do Brasil, via Barões da Restauração
Autor: Carlos Egert, Presidente-Geral do Diretório Monárquico do Brasil

Durante a Guerra do Paraguai (1864–1870), o Império do Brasil, sob Dom Pedro II, enfrentou profunda escassez de tropas e suprimentos. Para suprir essas deficiências, em 7 de janeiro de 1865 foi instituído o decreto nº 3.371, com o intuito de criar os “Voluntários da Pátria” – corpos militares inicialmente voluntários, depois com recrutamento em certas regiões.
Dom Pedro II destacou-se ao apresentar-se em Uruguaiana como o “primeiro voluntário da Pátria”, revivendo o espírito cívico imperial. Esta ação de liderança serviu de exemplo e catalisador de patriotismo em todo o país.
De aproximadamente 38 000 voluntários, cerca de 40% morreram, foram feridos ou ficaram inválidos—revelando o custo sem precedentes dessa mobilização militar. Os Voluntários integraram batalhões de diferentes estados, como os Zuavos da Bahia sob comando de Marcolino José Dias — um heroi negro que se destacou na tomada do Forte de Curuzú.
A composição dos Voluntários refletiu a heterogeneidade do Brasil imperial: além de civis e guardas nacionais, o exército recebeu negros, ex-escravizados, indígenas — como os Fulniôs e Guarani Kaiowá, destacados por sua bravura — e até figuras notórias como Jovita Feitosa e Florisbela, voluntárias que desafiaram normas sociais de gênero.
A multidiversidade dos Voluntários da Pátria personifica o multiculturalismo brasileiro: indígenas, afro-brasileiros, mestiços e brancos unidos por laços cívicos, num esforço coletivo pela defesa nacional.
Sob a condução de Dom Pedro II e estratégia militar alinhada com políticas de enfraquecimento do Exército, os Voluntários foram decisivos nas principais batalhas, ajudando a reverter fases críticas do conflito como Uruguaiana e Tuiuti.
Enaltecendo vozes silenciadas pela história, destacam-se os Zuavos da Bahia, liderados por Marcolino José Dias, e os indígenas voluntários, valorizando o papel desses grupos marginalizados.
Monumentos em Florianópolis, Botafogo, Blumenau e São Paulo, entre outros locais, testemunham a relevância dos Voluntários para a formação nacional. O imperador Dom Pedro II manteve uma política de cuidado aos veteranos, criando o Asilo de Inválidos da Pátria na Ilha do Bom Jesus da Coluna, reforçando a solidariedade imperial para os que sofreram na guerra.
Os Voluntários da Pátria representam mais do que uma estratégia militar: simbolizam a convergência de múltiplas identidades - étnicas, regionais, sociais - em torno de um ideal nacional. Graças à liderança de Dom Pedro II e à bravura desses cidadãos, o Brasil alcançou uma vitória emblemática, moldando sua identidade nacional moderna. Reconhecer sua história é rememorar um passado comum, construído sem discriminação, e valorizar a pluralidade que constitui os alicerces do Brasil contemporâneo.
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