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HISTÓRIA | VOLUNTÁRIOS DA PÁTRIA: HISTÓRIA, POLÍTICA E UM SÍMBOLO DO MULTICULTURALISMO

Por: Diretório Monárquico do Brasil, via Barões da Restauração

Autor: Carlos Egert, Presidente-Geral do Diretório Monárquico do Brasil


Imagem conceitual de um soldado Voluntário da Pátria. Criação por Carlos Egert.
Imagem conceitual de um soldado Voluntário da Pátria. Criação por Carlos Egert.

Durante a Guerra do Paraguai (1864–1870), o Império do Brasil, sob Dom Pedro II, enfrentou profunda escassez de tropas e suprimentos. Para suprir essas deficiências, em 7 de janeiro de 1865 foi instituído o decreto nº 3.371, com o intuito de criar os “Voluntários da Pátria” – corpos militares inicialmente voluntários, depois com recrutamento em certas regiões.


Dom Pedro II destacou-se ao apresentar-se em Uruguaiana como o “primeiro voluntário da Pátria”, revivendo o espírito cívico imperial. Esta ação de liderança serviu de exemplo e catalisador de patriotismo em todo o país.


De aproximadamente 38 000 voluntários, cerca de 40% morreram, foram feridos ou ficaram inválidos—revelando o custo sem precedentes dessa mobilização militar. Os Voluntários integraram batalhões de diferentes estados, como os Zuavos da Bahia sob comando de Marcolino José Dias — um heroi negro que se destacou na tomada do Forte de Curuzú.


A composição dos Voluntários refletiu a heterogeneidade do Brasil imperial: além de civis e guardas nacionais, o exército recebeu negros, ex-escravizados, indígenas — como os Fulniôs e Guarani Kaiowá, destacados por sua bravura — e até figuras notórias como Jovita Feitosa e Florisbela, voluntárias que desafiaram normas sociais de gênero.


A multidiversidade dos Voluntários da Pátria personifica o multiculturalismo brasileiro: indígenas, afro-brasileiros, mestiços e brancos unidos por laços cívicos, num esforço coletivo pela defesa nacional.


Sob a condução de Dom Pedro II e estratégia militar alinhada com políticas de enfraquecimento do Exército, os Voluntários foram decisivos nas principais batalhas, ajudando a reverter fases críticas do conflito como Uruguaiana e Tuiuti.


Enaltecendo vozes silenciadas pela história, destacam-se os Zuavos da Bahia, liderados por Marcolino José Dias, e os indígenas voluntários, valorizando o papel desses grupos marginalizados.


Monumentos em Florianópolis, Botafogo, Blumenau e São Paulo, entre outros locais, testemunham a relevância dos Voluntários para a formação nacional. O imperador Dom Pedro II manteve uma política de cuidado aos veteranos, criando o Asilo de Inválidos da Pátria na Ilha do Bom Jesus da Coluna, reforçando a solidariedade imperial para os que sofreram na guerra.

Os Voluntários da Pátria representam mais do que uma estratégia militar: simbolizam a convergência de múltiplas identidades - étnicas, regionais, sociais - em torno de um ideal nacional. Graças à liderança de Dom Pedro II e à bravura desses cidadãos, o Brasil alcançou uma vitória emblemática, moldando sua identidade nacional moderna. Reconhecer sua história é rememorar um passado comum, construído sem discriminação, e valorizar a pluralidade que constitui os alicerces do Brasil contemporâneo.


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